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O Teste do Túnel

Seguramos o fôlego enquanto ele desaparecia no túnel.
Éramos cinco.
Cinco meninos cheios de alegria.
Estávamos de férias (no verão) e resolvemos fazer alguma coisa no terreno
vago perto de casa.
A terra daquela parte do Texas era um lugar ideal para brincar.

Naquele dia especial parecia-nos que a atenção do mundo inteiro se
concentrava naquele túnel.
Havíamos cavado um buraco de cerca de um metro de largura e um metro
e meio de profundidade que atravessava o terreno.

Para dar-lhe a aparência de um túnel, nós o cobrimos com placas de
madeira compensada cobertas com uma camada grossa de terra.

Camuflamos a entrada e a saída com ramos de árvores e, pronto!
Tínhamos um túnel subterrâneo, preparado para entreter toda a meninada
da vizinhança enquanto combatiam índios, escapavam de ser presos
como escravos, e invadiam a Normandia.

Aquele era o dia do teste do túnel.
Seria forte o bastante?
Suficientemente largo?
Iria desmoronar?
Será que era profundo demais?
Comprido demais?

A única maneira de descobrir tudo isso era arranjar um voluntário para
atravessá-lo pela primeira vez.
(Minha memória talvez falhe neste ponto, mas penso que foi meu irmão
quem concordou em experimentar o túnel).

Que momento de tensão!
Nós cinco ali parados em nossas camisetas e calças jeans.
Dissemos as últimas palavras de encorajamento.
Demos tapinhas em suas costas. (Admirávamos o seu auto-sacrifício).

Ficamos em silêncio enquanto ele se abaixou, firmando-se nas mãos e nos pés,
e entrou no túnel.
Prendemos a respiração enquanto observávamos as solas de seus
tênis desaparecerem na escuridão.

Ninguém falou enquanto esperava.
O único movimento era o pulsar de nossos jovens corações,
enquanto fixávamos os olhos na saída do túnel.

Finalmente, depois de cada um de nós ter morrido praticamente mil vezes,
a cabeça loura de meu irmão apareceu do outro lado.

Posso lembrar-me de seu polegar levantado em triunfo enquanto
escorregava para fora, gritando:
"Não é difícil.
Não se preocupem!"
E quem podia dizer o contrário diante do testemunho de vê-lo vivo
e bem disposto, pulando na saída do túnel?
Todos entramos nele!

Existe algo sobre um testemunho vivo que nos encoraja.
Uma vez que vemos alguém saindo dos túneis escuros da vida,
compreendemos que nós também podemos vencer.

Será que Jesus foi chamado de nosso pioneiro por isso?
Teria sido essa uma das razões que o fizeram consentir em entrar nas
medonhas câmaras da morte?
Deve ter sido.

Suas palavras, embora convincentes, não bastaram.
Suas promessas, apesar de verdadeiras, não conseguiram acalmar o medo
do povo.
Seus atos, até mesmo o de ressuscitar Lázaro da morte, não convenceram
a multidão de que a morte não devia ser temida.

Aos olhos da humanidade, a morte continuava sendo o véu negro
que a separava da alegria.

Não havia vitória sobre este inimigo oculto.
Seu odor de podridão invadia as narinas de todos, convencendo-os
de que a vida terminava de repente e não tinha qualquer sentido.

Coube ao Filho de Deus revelar a verdadeira natureza desta força.

Na cruz ocorreu a revelação.
Cristo mostrou as cartas de Satanás.
Cansado de ver a humanidade iludida por um disfarce, ele entrou no
túnel da morte para provar que havia uma saída.

Enquanto o mundo escurecia, a humanidade segurava sua respiração.

Satanás desferiu seu melhor golpe, mas não foi o suficiente.
Nem a escuridão do túnel do inferno pôde vencer o Filho de Deus.

Nem mesmo as suas câmaras conseguiram fazê-lo parar.

Legiões de demônios aos gritos nada puderam fazer contra o Leão de Judá.

Cristo saiu do túnel da morte, levantou a mão triunfante para o céu,
e libertou a todos do medo de morrer.

"A morte foi tragada pela vitória!"

Max Lucado

Ante os testemunhos

Segundo o Evangelho, na iminência de Seu martírio, Jesus dirigiu-Se ao Getsêmani com os discípulos.

Acompanhado de três deles, afastou-Se um pouco para orar.

Declarou-Se triste, pediu que vigiassem com Ele e orou.

Absolutamente tudo o que Jesus fez durante Sua jornada terrena é pleno de significados.

Ele é o Modelo e Guia dado por Deus à Humanidade.

Forte como nenhum homem jamais o foi, por Suas virtudes, mas ainda assim sujeito às intempéries da vida terrena.

Em face do grande testemunho que se avizinhava, esse Homem Superior lançou mão de duas providências.

Primeiro, cercou-Se de Seus amigos queridos e partilhou com eles Suas angústias.

Segundo, entrou em contato com a Divindade por meio da oração.

No mundo, o homem está sempre às voltas com testemunhos.

Em sua fragilidade, a cada instante é colocado à prova.

Diferente de Jesus, pleno de pureza, bondade e sabedoria, o homem comum está sujeito às tentações e às dúvidas.

Frequentemente se indaga a respeito de qual o melhor caminho a seguir.

Hesita, sente-se fraco e teme não conseguir vencer as provações.

Mesmo quando decidido, às vezes fraqueja ao colocar em prática suas boas resoluções.

Essencialmente frágil, o ser humano não se debate apenas com dificuldades pontuais.

Diariamente, ele corre o risco de cometer pequenos e desnecessários equívocos.

Não se trata de pintar um quadro desanimador, mas de ser realista.

O bem é sempre possível e ele invariavelmente ilumina e pacifica.

Apenas, por vezes, as tentações do mundo se apresentam bastante sedutoras.

Nesse contexto, convém recordar o sábio exemplo de Jesus.

Em Sua grandeza, Ele não abdicou de dois sublimes recursos: a oração e a amizade.

A oração coloca o homem em ligação com o Divino.

Faculta que ele receba salutares inspirações e se fortifique.

O hábito de orar constitui um eficiente antídoto contra as loucuras do mundo.

Mas, nessa busca do Alto, importa não esquecer os companheiros de jornada.

As amizades sinceras aquecem o coração e reduzem as carências e fragilidades.

É importante aprender a partilhar as próprias dificuldades e sonhos com algumas pessoas de confiança.

Esse processo de narrar os conflitos íntimos a Deus e ao próximo faculta o autoconhecimento.

Se algo parecer muito vergonhoso para ser partilhado com um amigo querido, é porque jamais deve ser colocado em prática.

Assim, ante seus testemunhos diários, ligue-se a Deus e a seus amigos.

Trata-se de uma valiosa estratégia para que vença a si mesmo e caminhe firme em direção ao alto.

Presentes sem preço

Quando recebemos um convite para um aniversário, um casamento, a primeira preocupação, quase sempre, é: Como presentearei? O que oferecerei como presente?

E ficamos a cogitar o que será mais adequado, mais bonito, mais precioso, mais agradável.

Assim, consultamos catálogos, sites, visitamos lojas, verificamos preços. Afinal, o presente deve ser muito bom, mas deve caber no nosso orçamento.

Será que a pessoa apreciará o que escolhemos? Estará do seu gosto?

É sempre um grande dilema. Uma coisa é certa: não importa o tipo, o tamanho, a qualidade do presente. O mais importante é a intenção de quem dá e a gratidão de quem recebe.

Assim aconteceu com Rita. Ela estava envolvida nos preparativos do casamento da filha. Eram tantas providências: o salão para a festa, a decoração, os músicos, o cerimonial, o bolo, as bebidas...

Dois dias antes do casamento, ela estava revendo detalhes no salão onde seriam recepcionados os convidados, quando viu um senhor espreitando à porta.

Ela o cumprimentou e logo percebeu que era um solitário desejando conversar. Ele contou que, em criança, sofrera um acidente, batera com a cabeça e por isso, passara sua vida num asilo.

Encontrava-se, por um período, em casa de um irmão e estava passeando antes do jantar. Quis saber o que é que iria acontecer no salão e, ante a notícia do casamento, perguntou se poderia vir dar uma espiada na festa.

Rita o convidou para a recepção.

Chegou o grande dia. No salão, a cerimônia, a música, o corte do bolo da noiva, risos, danças.

Então, alguém veio dizer a Rita que um cavalheiro estava na entrada e desejava lhe falar.

Era o homem solitário. Estava impecavelmente arrumado, mas tímido. Não desejou entrar. Rita foi buscar um pedaço do bolo da noiva e lho entregou.

Ele ficou comovido e lhe deu um presente: É para a noiva, disse com orgulho.

Tratava-se de um pacote pequeno, mal embrulhado com papel pardo, atado com um barbante.

Ele se foi e Rita colocou o presente junto a outros tantos.

Após a recepção, já em casa, ela principiou a anotar, com detalhes, cada um dos presentes e quem o tinha oferecido.

Quando chegou no pequeno embrulho, o abriu. Era uma pequena leiteira branca, de louça, dessas bem simples, que se usam em hospitais e em asilos.

Então Rita chorou. Chorou pela felicidade da sua filha e pela solidão daquele homem, que passara a maior parte da sua vida numa casa para doentes mentais.

Chorou pelo gesto de amor daquele estranho. E, na lista, escreveu: Uma leiterinha – Sr. Fulano, Asilo Tal.

Mais tarde, quando sua filha arrumou a casa, dispôs os presentes, colocou a leiterinha em destaque, no meio de outras lindas peças de prata.

Ela se comovera com a dádiva daquele homem. Era um presente especial, de um mundo solitário para um outro de esperança.

Um testemunho de amor de uma vida para outra.

Você já parou para pensar o que é graça?

Graça é a mais clara demonstração de carinho que você e eu já recebemos;
é o transbordar generoso do amor de Deus por meio de Jesus Cristo!

Vejo isto muito claramente na vida de três homens.

O primeiro deles é o inglês William Cowper, nascido em 1731.
Aos 6 anos ele perdeu sua mãe; aos 10 anos seu pai o enviou para um
internato onde viveu uma vida horrível e cheia de desapontamentos.

Aos 32 anos desistiu do sonho de ser um magistrado em consequência de
uma profunda depressão, que o levou a tentar o suicídio muitas vezes.

Tentou pular no rio Tâmisa, mas foi impedido; ingeriu veneno, porém
foi encontrado a tempo por alguém que o socorreu; atirou-se sobre uma
faca, mas a lâmina quebrou com o peso do seu corpo;
tentou enforcar-se, contudo um vizinho o encontrou e cortou a corda antes
que ele morresse; tomou muitos comprimidos antidepressivos,
mas foi salvo por sua empregada.
Sofrendo de depressão aguda e profunda inquietação mental,
beirando a loucura, voltou-se cada vez mais para Cristo.

Um ano após suas tentativas de suicídio, lendo a Bíblia no jardim
de sua casa, uma passagem o marcou:

“Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus.
Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de
Cristo Jesus, que os salva.

Deus ofereceu Cristo como sacrifício para que pela sua morte na cruz,
Cristo se tornasse o meio das pessoas receberem o perdão dos seus
pecados, pela fé nele” (Rm 3.24-25).

O Espírito Santo atuou em seu coração através daquelas palavras e ali
mesmo rendeu-se a Cristo, sendo salvo dos seus pecados.

O próprio Cowper afirma:
"Não sei como, mas num momento, recebi poder para crer
e o sol da justiça brilhou em meu coração.
Vi claramente a suficiência do sacrifício feito por Cristo;
o perdão através do seu sangue;
a completa e ampla justificação".

Aos 34 anos, restaurado da depressão, Cowper compôs 64 hinos cristãos
e muitas poesias, sendo considerado um dos maiores poetas inglês.
Além da música e da poesia, ele lutou pela causa dos pobres e dos escravos!

O segundo homem a receber a graça de Deus foi o inglês John Newton,
nascido em 1725.
Coincidentemente ele também perdeu sua mãe muito cedo, mas sempre
se lembrava das orações que ela fazia por ele, ajoelhada ao lado da cama.

Quando jovem, Newton tentou desertar da marinha inglesa, porém,
como punição, foi açoitado.

Aos 25 anos iniciou seu trabalho como comandante de navio negreiro.
Ele transportava escravos africanos para América.

Os escravos eram marcados com ferro quente e transportados no porão do
navio com os pés, mãos e pescoço acorrentados, sentados lado a lado ao
longo da viagem.

Quando algum escravo apresentasse diarreia, algo muito comum
naquela situação, eram feitos supositórios de cordas para controlar o fluxo;
se morressem, eram arremessados ao mar.
Estas coisas eram feitas sob a supervisão do comandante do navio,
que por vezes também açoitava os escravos.
E esta era a função de John Newton.

Em uma dessas viagens, o navio enfrentou uma grande tempestade
e estava prestes a afundar.
Temendo a morte, e ouvindo o gemido dos negros acorrentados no
porão, Newton ofereceu sua vida à Cristo:
“Senhor, tem misericórdia de nós”.
O Senhor veio em seu auxílio e acalmou as águas.
Quando voltou para a cabine, Newton refletiu e entendeu que Deus falava
com ele através da tempestade, e que a sua graça havia se manifestado.

Newton converteu-se, abandonou os navios negreiros e começou a estudar
para ser pastor, função que exerceu nos últimos 43 anos de sua vida
trabalhando em uma capela em Londres.
Lá se tornou amigo do poeta William Cowper e juntos eles trabalharam nos
cultos semanais e nas reuniões de oração.
Também compuseram hinos, entre eles “Amazing Grace”, que Newton dedica
ao dia da sua salvação na tempestade, dentro do navio negreiro:

“Maravilhosa graça! Como é doce o som
que salvou um pecador como eu!
Estava perdido uma vez, mas agora fui encontrado;
era cego, mas agora posso ver.
Essa graça ensinou meu coração a temer,
é a graça que alivia meus medos;
como é preciosa a graça que apareceu
no momento em que eu acreditei nela.
Terminados muitos perigos, labutas, e armadilhas,
eu estou voltando;
essa graça trouxe-me seguro até aqui,
e a graça conduzir-me-á para casa.
O senhor prometeu-me bondade,
sua palavra me dá esperança;
meu escudo e porção será,
enquanto minha vida existir.
Sim, quando esta carne e coração falharem,
e a vida mortal cessar,
eu possuirei, atravessando o véu,
uma vida da alegria e da paz.
Quando nós estivermos lá por dez mil anos,
brilhando como o sol,
não teremos menos dias para louvar a Deus
do que quando nós começamos.”

Mas o plano de Deus não se limitou apenas em juntar Willian Cowper
e John Newton.

Em um culto onde os amigos cantavam, um jovem chamado
William Wilbeforce, recém convertido ao cristianismo, procurou o pastor
Newton para ser seu conselheiro.

A amizade entre eles fez brotar um anseio ardente pelo fim da escravatura,
e, inspirado pelo pastor, Wilbeforce começou a levantar mais cedo para orar e
ler a Bíblia.

Em uma de suas devocionais, ele entendeu que sua missão era lutar pelo fim
da escravatura.
Então disse:
“A perversidade da escravatura é tão grande, medonha e irremediável que
estou completamente preparado para lutar pela abolição, seja qual forem
as consequências.

Nunca descansarei até conseguir a abolição da escravatura”.
Apesar da fragilidade de sua saúde, ele lutou diariamente contra a escravidão.

Estes três homens ilustram a graça de Deus.

Suas histórias foram entrelaçadas, como um bordado; antes da graça,
víamos o bordado pelo lado avesso, sem entender como um emaranhado
de fios poderia resultar em alguma coisa.

Mas Deus sabe o que está bordando.

Cowper morreu em 1800, com 69 anos de idade.
William Wilbeforce, em 1833, e alcançou o seu objetivo: o fim da escravatura.
O hino composto por seu pastor, “Amazing Grace”, foi o hino de sua luta.

Newton, antes de morrer em 1807, com 82 anos, disse:
"Minha memória quase se foi, mas recordo duas coisas: eu sou um
grande pecador e Cristo é meu grande salvador!".

Ele foi enterrado no jardim da igreja que pastoreava e em sua lápide
está escrito a frase que ele mesmo havia escolhido:
“John Newton, pastor, uma vez um infiel e libertino, foi pela rica misericórdia
do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, preservado, restaurado, perdoado
e chamado para pregar a fé que eu mesmo antes tentei destruir”.

Se os fios se....

A oração é tão incomensurável quanto Deus, por que
Ele está por trás dela.

A oração é tão poderosa quanto Deus porque Ele se
comprometeu a responde-la.

Uma tabuleta em uma fábrica de tecido dizia o seguinte:
Se os fios se emaranharem, leve-os para a chefia da seção.

Certo dia, uma funcionária recem-admitida emaranhou os fio.
Quanto mais ela tentava soltá-los, pior ficava a situação.

Finalmente, ela resolveu levá-los ao chefe da seção.
Ele perguntou:

- por que voce não os trouxe antes?
Ela respondeu.

- Fiz o melhor que pude. - o chefe disse:
- Não, o melhor que voce podia ter feito era traze-los para mim.

Quando enfrentamos uma situação difícil, nossa primeira reação
deveria ser pedir a ajuda de Deus.

Ele quer muito nos ajudar e participar inteiramente de nossa vida.

Contra quem lutamos?

Um ermitão, uma destas pessoas que por amor

a Deus se refugiam na solidão do deserto,

do bosque ou das montanhas para dedicar-se

somente à oração e à penitência, muitas

vezes reclamava que tinha muito que fazer.


Lhe perguntaram como era possível que em

sua solidão tivesse tanto trabalho.


- Tenho que domar dois falcões,

treinar duas águias, manter quietos

dois coelhos, vigiar uma serpente,

carregar um asno e sujeitar um leão.

- Não vemos nenhum animal perto do local

onde vives.
Onde estão estes animais?
O ermitão então explicou:


- Estes animais todos os homens têm,

vocês também...

Os dois falcões se lançam sobre tudo

o que aparece, seja bom ou mau.

Tenho que domá-los para que só se fixem

sobre uma boa presa.

São meus olhos.
As duas águias ferem e destroçam com suas

garras.
Tenho que treiná-las para que sejam úteis e

ajudem sem ferir.

São minhas mãos.
Os dois coelhos querem ir onde lhes agrada,

fugindo dos demais e esquivando-se das

dificuldades.
Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos mesmo

que seja penoso, problemático ou desagradável.


São meus pés.
O mais difícil é vigiar a serpente, apesar dela

estar presa numa jaula de 32 barras.
Está sempre pronta para morder e envenenar

os que a rodeiam, mal se abre a jaula.

Se não a vigio de perto, causa danos.


É minha língua.
O burro é muito obstinado, não quer cumprir

com suas obrigações.
Alega estar cansado e se recusa a transportar

a carga de cada dia.


É meu corpo.
Finalmente, preciso domar o leão.
Quer ser o rei, o mais importante;

é vaidoso e orgulhoso.


É meu coração.
Portanto, há muito que fazer...

Libertando mentes

A instituição se ergue, em um bairro, na periferia de grande cidade do nosso Brasil. Portando o adjetivo espírita, realiza nobre trabalho de esclarecimento das criaturas.

Desde há mais de seis décadas, se dedica ao atendimento a moradores de rua e de comunidades carentes, que a circundam.

Conscientes de que o bem deve se fazer na vida das criaturas, liberando-as das suas necessidades básicas, desde cedo os trabalhadores se empenham em ilustrar as mentes, em promover as criaturas, a fim de que andem com seus próprios pés e alcancem vitórias por seus méritos.

Por causa disso, a instituição, em observando que muitas das senhoras assistidas eram analfabetas, estabeleceu, como uma de suas metas, erradicar o analfabetismo daquelas localidades.

E, assim, aquelas mulheres que ali comparecem para trazer seus filhos para a evangelização, para receberem o atendimento médico e odontológico, a cesta de mantimentos, a palavra do Evangelho, passaram igualmente, a serem alfabetizadas.

Uma das senhoras, casada há vários anos, encantou-se com o significado daqueles sinais que, reunidos, formavam palavras e frases.

O aprendizado foi rápido, pelo grande interesse demonstrado. E, então, aconteceu o inusitado.

Ela passou a ler os bilhetes que sempre estavam no bolso do marido. Sempre lhe afirmava ele que eram anotações referentes ao seu trabalho.

Mas, agora, ela os podia ler e se deu conta de que eram bilhetes de amor, a ele dirigidos. Eram bilhetes que falavam de encontros e de mais encontros.

Ela descobrira, graças às letras não mais ignoradas, que seu marido a traía. As consequências dessa descoberta não nos interessa assinalar, mas o fato em si, que fala da libertação da ignorância.

Não foi por outro motivo que o Excelso Mestre de Nazaré disse um dia: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.

Referia-Se ao conhecimento das leis físicas, das leis espirituais, de tudo que nos rodeia no mundo e além das suas fronteiras.

Quanto mais crescemos em conhecimento, mais nos libertamos. A ignorância sempre aprisiona a criatura a situações, a pessoas, a fatos.

Quando desvenda os mistérios das letras, a criatura se torna livre para conhecer os mistérios que trazem os livros.

Antes de tudo, se torna livre para ler os letreiros de ônibus, de ruas, de instituições, podendo se movimentar de forma independente.

Pode ter acesso às leis e conhecer os seus direitos. Pode ler, na própria Constituição, o que o país em que vive, através da Carta Magna, lhe garante.

Da mesma forma, terá acesso às informações dos deveres que lhe competem, enquanto cidadão.

E será livre. Livre para trabalhar, estudar, crescer, ir e vir. Sabendo o que pode e o que deve fazer. O que lhe é permitido e o que lhe é interdito.

Livre para progredir, ilustrando-se por si mesma, no próprio ritmo, determinado por sua vontade e disposição.

Pensemos nisso.

Educando nossos filhos...

Aquele que experimenta a ventura da maternidade ou da paternidade, que tem a alegria incontida de um filho, vindo pelos caminhos biológicos ou pelos caminhos do coração, nunca mais será o mesmo.

Não nos referimos àqueles que simplesmente possibilitam o nascimento, oferecendo seu material genético ou o corpo para o desenvolvimento do feto. Esses não são os que chamamos de pai ou de mãe.

Falamos daqueles que se envolvem até as entranhas da alma, em nome da vida daquele a quem têm a responsabilidade de criar. E não é tarefa fácil.

São as preocupações iniciais da saúde, do corpo ainda frágil se desenvolvendo, começando sua jornada na Terra. O leite materno, a comida balanceada, as vacinas, as noites insones.

Logo mais se sucedem outras preocupações. São os primeiros tombos, as mordidas e brigas na escola, as aulas, tarefas. E, rapidamente vão crescendo. E junto surgem outras e novas necessidades e preocupações.

Depressa chega a adolescência com seus desafios. As dores das primeiras desilusões sentimentais, a decisão do futuro profissional, a inserção no mercado de trabalho, a independência financeira, enfim, tantas preocupações...

Porém, no meio de tantos desafios, há que se perguntar: O que é mais importante para educar um filho?

Alguns talvez respondam que o mais importante é oferecer a ele uma excelente instrução, os melhores colégios, permitir-lhe bons desafios intelectuais.

Outros possivelmente digam ser importante mostrar-lhe as coisas da vida. Dar-lhe noção do mundo, suas armadilhas, a vida de relação, as responsabilidades.

Talvez ainda haja os que digam ser o mais importante dar-lhe noções de religiosidade, fazê-lo entender Deus, não importando como esse Deus se denomine.

Mas infundir-lhe o entendimento do Pai, da nossa relação com Ele e com nosso próximo.

É verdade que nada disso está errado. Todas essas ferramentas estão corretas, e devemos dedicar esforços para oferecê-las aos nossos filhos.

Porém, ao educá-los, haverá uma ferramenta muito mais importante e que deve acompanhar todas as outras: o amor.

Educar um filho é tarefa que, para ser bem sucedida, não dispensa a companhia do amor.

Não desse amor que se fala, mas do amor que age. Do amor paciência, do amor abnegação, do amor companheirismo, amor amizade... Indispensável.

Educar um filho somente oferecendo o que o mundo tem de melhor é instruí-lo, é dar-lhe a formação do cidadão.

Porém, se desejarmos educar nosso filho formando-lhe o caráter, alimentando-lhe a alma que está escondida além da forma física, é indispensável e insubstituível o amor.

Desta forma, procuremos amar nosso filho e externemos nosso amor de forma que ele o possa perceber.

Digamos-lhe o quanto o amamos. Olhemos nos seus olhos para buscar sua alma e entendê-lo. Compreendamos que ele também é um Espírito imortal, cheio de dificuldades e dúvidas, e que conta conosco.

Assim, ele será alimentado, não só pela excelente formação intelectual que lhe oportunizemos mas, muito melhor que isso, terá alimentado o coração, tornando-se forte para enfrentar a existência e seus desafios.

Todo aquele que se sente amado em profundidade, supera os dramas, erros e tropeços com os quais, porventura, venha a se envolver nos caminhos da vida, buscando com mais facilidade o caminho do bem e da felicidade.

Vacina

Uma das questões que mais atraiu o médico Lucano, conhecido como Lucas, o Evangelista, ao ter contato com a Doutrina de Jesus, foram as curas.

Por ser médico, por conhecer os seus limites, por ter tido experiências de morte de pacientes aos seus cuidados, as curas de Jesus o maravilharam.

Certamente por isso encontramos descrições de inúmeras delas no seu Evangelho.

É ele que nos narra que, entrando Jesus em uma cidade chamada Naim, viu um defunto levado a sepultar.

Filho único de uma viúva. Movido de compaixão, Jesus Se aproximou, tocou no esquife e ordenou: Jovem, Eu te digo, levanta-te.

E o rapaz se sentou e começou a falar. Naturalmente, o jovem não estava morto, mas em sono letárgico.

Jesus também devolveu movimento a muitos paralíticos. Mas, muito mais do que devolver movimentos a membros paralisados, Jesus Se preocupava com a paralisia da alma.

Por isso afirmava que Ele não viera para os sãos, mas para os enfermos. E aos que curava, recomendava: Vai e não tornes a errar para que coisa pior não te aconteça.

Tinha cuidado para que as almas não caíssem em paralisia. Por isso toda Sua pregação é de ação no bem, é de movimento para se melhorar.

Na Terra, conhecemos um extraordinário médico e pesquisador que muito se preocupou para que as pessoas não viessem a ficar paralisadas.

Ele se chamou Albert Sabin e nasceu numa pequena aldeia polonesa, na época pertencente à Rússia. A perseguição russa contra os judeus fez com que sua família emigrasse para os Estados Unidos em 1921.

A adaptação foi difícil em virtude da pobreza. Com a ajuda de um tio, Albert Sabin começou os estudos de Odontologia, mudando depois sua escolha para Medicina.

Tornou-se pesquisador do Instituto Rockfeller de Pesquisas Médicas, onde veio a demonstrar o crescimento do vírus da poliomielite em tecidos humanos. Posteriormente, comprovou a eficácia de uma vacina oral contra o vírus.

Em 1960, após pesquisas conjuntas com cientistas de vários países, a vacina contra a poliomielite foi produzida oficialmente nos Estados Unidos. O doutor Albert Sabin tornou-se conhecido em todo o mundo.

Seu nome foi dado a hospitais, escolas, institutos. Não há quem tenha filhos e não agradeça ao Dr. Albert Sabin, pela vacina contra a poliomielite. A gotinha salvadora.

Em uma de suas várias visitas ao Brasil, recebeu do governo brasileiro, em 1967, a Grã-Cruz do Mérito Nacional.

Quando eu ganhei os meus pais

Aquela parecia ser mais uma simples tarefa de escola de uma menina de oito anos.

A apostila mostrava contas a serem feitas, probleminhas a serem resolvidos e diversas perguntas sobre assuntos distintos.

Porém, na última folha havia um verdadeiro tesouro, que emocionou professores, psicopedagogos e pais.

Eis o enunciado: Faça um desenho que represente um fato marcante de sua vida.

E lá estava o desenho colorido de uma mulher com um bebê nos braços e, ao seu lado, a figura de um homem, ambos sorrindo.

Acima da cena, escrito com uma letra caprichada – dessas que se demora muito para terminar de escrever – estava:

Quando eu ganhei os meus pais.

Como conter as lágrimas perante tão singela declaração de amor? Quando eu ganhei os meus pais.

Ela se lembrava, com carinho, que havia chegado àquele lar de amor, há pouco mais de oito anos, através da via bendita da adoção.

Era um dos primeiros momentos em que o coraçãozinho aprendiz agradecia a Deus pela oportunidade de ter uma família amorosa na Terra.

Outras crianças lembraram de viagens, de presentes de Natal, de passeios inesquecíveis. Mas ela lembrou de agradecer pelos pais.

* * *

Pensando agora em todos nós, será que lembramos de guardar na alma toda essa gratidão por aqueles que nos receberam com tanto afeto, com tanta coragem?

Você se lembra quando você ganhou seus pais? Pois, sim, são grandes presentes que recebemos ao renascer.

Muitas vezes o coração infantil nos vem relembrar coisas que o velho coração parece ter esquecido.

Todos ganhamos nossos pais. E mais, não foram pais quaisquer, escolhidos pela força da aleatoriedade. Foram os pais que precisávamos, no momento que precisávamos.

Talvez ainda não entendamos isso muito bem, mas com o passar dos anos, após muitas análises, muitas lembranças, vamos percebendo, amadurecidos, que tudo faz sentido.

Às vezes acabamos caindo em si quando é muito tarde, e então somos corroídos pelo remorso devastador.

Por que esperar para agradecer? Por que aguardar aquela ocasião especial para reconhecer e manifestar a gratidão?

Por que ainda nos constrange tanto dizer: Você é importante para mim, ou Amo muito você?! Por que ter vergonha de amar, de agradecer?

Gratidão que não está apenas no ato de se agradecer. O famoso muito obrigado é apenas a ponta do iceberg da gratidão.

Gratidão se manifesta todos os dias, desde que se desperta e se agradece a Deus por esses amores; passando pela convivência respeitosa, amiga, compreensiva; chegando até aos gestos maiores de desprendimento em prol desses a quem devemos a vida.

Agradeçamos enquanto há tempo. Agradeçamos enquanto é hoje.

Gratidão faz bem a todos. Faz bem a quem a carrega no coração. Faz bem a quem a recebe como inesperadas flores perfumadas que caem sobre as mãos e tornam a vida mais feliz.

É PRECISO ESFORÇO

Certo dia, um homem caminhava por uma estrada
deserta e começou a sentir fome.


Não estava prevenido, pois não sabia que a distância
que ia percorrer era longa.



Começou a prestar atenção na vegetação ao longo do
caminho, na tentativa de encontrar alguma coisa
para acalmar o estômago.



De repente notou que havia frutos maduros e
suculentos em uma árvore.


Aproximou-se mas logo desanimou, pois a árvore era
muito alta e os frutos inacessíveis.



Continuou andando e foi vencido pela fome e o cansaço.
Sentou-se na beira do caminho e ficou ali
lamentando a sorte.



Não demorou muito e ele avistou outro viajante que
vinha pelo mesmo caminho.


Quando o viajante se aproximou o homem notou que
ele estava comendo os frutos saborosos que não
pudera alcançar e lhe perguntou:



- Amigo, belo fruto você encontrou.



- É, respondeu o viajante.

Eu o encontrei no caminho,
a natureza é pródiga em frutos suculentos.



- Mas você tem a pele machucada, observou o homem.



- Ah, mas isso não é nada!

São apenas alguns arranhões que ficaram pelo esforço que

fiz ao subir na árvore para colher os frutos.



E o homem, agora com mais fome ainda, ficou sentado
resmungando, de estômago vazio, enquanto o
outro viajante seguiu em frente.



Algumas vezes, fatos como esse também ocorrem conosco.



Ficamos sentados lamentando o sofrimento mas
não abrimos mão da acomodação para sair
em busca da solução.



Esquecemos que é preciso fazer esforços,
lutar, persistir.



É muito comum ouvir pessoas gritando por um "lugar ao sol",
mas as que verdadeiramente querem um lugar ao sol,
trazem algumas queimaduras, fruto da luta pelo
ideal que almejam.



Outras, mais acomodadas, dizem que Deus alimenta
até mesmo os pássaros.

Por que não haveria de providenciar o de que necessitam?



Essas estão certas, em parte, pois se é verdade que Deus
dá alimento aos pássaros, também é certo que ele
não o joga dentro do ninho.



O trabalho de busca pelo alimento é por conta de
cada pássaro, e muitas vezes isso não é fácil.


Há situações em que eles se arriscam e até
saem com alguns arranhões

.

Por essa razão, lembre-se sempre de que Deus a
todos ampara, mas a caminhada, os passos,
a busca, é por conta de cada um.



Por vezes a escalada é árdua, exaustiva, solitária.


Mas é preciso fazer esforços para alcançar o fruto
desejado, principalmente em se tratando
dos frutos que saciam a sede da alma.



Jesus ensinou: batei, e a porta se abrirá.
Mas os passos até chegar à porta e o esforço por bater,
são necessários.



Buscai e achareis.

Outra recomendação na
qual está contida a ação necessária.


Buscar é movimento, é esforço, é ação.


Seria diferente se Jesus tivesse dito:
espere passivamente que a porta se abrirá, ou,
fique aí parado que o que deseja chegará até você.



No entanto, é preciso saber o que se
busca e por qual porta desejamos entrar.



Ainda aí nossa escolha é totalmente livre.
Nossa vontade é que nos conduzirá aonde
queremos chegar.



Sendo assim, façamos a nossa escolha e
optemos por chegar lá, e chegar bem.

(Recebi o texto sem o nome do autor)

TORRADAS QUEIMADAS

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar.

E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.

Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato.

Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola. Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.

Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse: " - Adorei a torrada queimada..."

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.

Ele me envolveu em seus braços e me disse: " - Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!"

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir um as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.

A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes.
Não que mais tarde, o dia que um partir, este Mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos. Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, à você e ao próximo.

"As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir."

"Há pessoas que transformam o sol em uma pequena mancha amarela, porém há também as que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol."

Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o "BBB"

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros, todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB 11 é a realidade em busca do IBOPE. Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 11. Ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!). Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? HERÓIS? São esses nossos exemplos de HERÓIS? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados. Heróis são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia. Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns). Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo. O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. E aí vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!! Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani, da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores! Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa, ir ao cinema, estudar, ouvir boa música, cuidar das flores e jardins, telefonar para um amigo, visitar os avós, pescar, brincar com as crianças, namorar ou simplesmente dormir?

Erga-se!

Sabe aquele momento que a gente pensa que chegou
no limite das próprias forças e que não vai mais
conseguir avançar?

Quando não contemos as lágrimas (e nem devemos!)
e tudo parece um grande vazio...

Esse momento que, não importa a nossa idade,
pensamos que já é o fim... e um desânimo enorme
toma conta da gente...

Esse momento, ao contrário do que parece, é
justamente o ponto de partida!!!

Se chegamos a um estado em que não avançamos
mais, é que devemos provavelmente tomar uma
outra direção.

Quando chegamos a esse ponto de tal insatisfação
é sinal de que alguma coisa deve ser feita.

Não espere que os outros construam pra você,
planeje e faça!

Você é responsável pelos próprios sonhos e pela
realização destes.

Nas obras da vida não precisamos de arquitetos
para planejar por nós.

Com um pouco de imaginação e um muito de boa
vontade podemos reconstruir sozinhos a casa que
vamos morar e o futuro que nos oferecemos.

É humano se sentir fragilizado às vezes e mesmo
necessário para que tenhamos consciência que não
somos infalíveis, não somos super-heróis, mas seria
desumano parar por aí.

E injusto.
Para os outros, mas principalmente para consigo
mesmo.

Recomeçar é a palavra!
Recomeçar cada vez, a cada queda,
a cada fim de uma estrada!

Insistir!...

Se alguém te feriu, cure-se!

Se te derrubaram, levante-se!

Se te odeiam, ame!

Erga-se! Erga a cabeça!

Olhando pra baixo só podemos ver os próprios pés.

É preciso olhar pra frente.

Plante uma árvore, faça um gesto gentil,
tenha um atitude positiva.

É sempre possível fazer alguma coisa!

Não culpe os outros pelas próprias desilusões,
pelos próprios fracassos.

Se somos nossos próprios donos para as nossas
vitórias, por que não seríamos para as nossas derrotas?

Onde errou, não erre mais!
Onde caiu, não caia mais!

Se você já passou por determinado caminho,
deve ter aprendido a evitar certas armadilhas.

Então, siga!

Não se esqueça de uma grande promessa feita
na Bíblia:

"Esforça-te e eu te ajudarei."

Dê o primeiro passo... depois caminhe!!!

Tenho certeza que a felicidade não mora ao seu lado,
nem à sua frente, ela está junto de você!

Descubra-se, faça-se feliz e tenha um lindo dia!

Letícia Thompson

Negocios

Ganhar a vida já não é suficiente, o trabalho tem que nos permitir vivê-la também.

A frase é daquele que é considerado o pai da administração moderna – Peter Drucker – e revela uma verdade preciosa para os dias de hoje.

Drucker acompanhou um período sem precedentes na Terra, no que diz respeito ao mundo dos negócios.

Nascido em 1909, veio a desencarnar em 2005, após uma vida de muitas conquistas e de farto material produzido na área corporativa.

Sua citação sobre o papel do trabalho, da profissão, em nossa existência, precisa ser analisada em profundidade, pois traz consequências imediatas em todo viver, uma vez colocada em prática.

A profissão tem como função principal nos fazer peça útil na sociedade e, também, nos propiciar o ganha-pão.

A reflexão de Drucker nos convida a pensar: De que adianta ganhar a vida, ter o meio de sustento, ter riqueza, se não consigo “usufruir” disso tudo para meu benefício?

O trabalho tem que nos permitir viver a vida. Ele não pode nos escravizar numa teia de compromissos, responsabilidades, sem nos deixar sequer respirar o ar de uma bela manhã.

Se nos transformamos nos chamados workaholics, perdemos o foco verdadeiro da encarnação, trocando os meios pelos fins.

Sim, a profissão, o trabalho, tudo isso são meios. Meio de subsistência; meio de crescimento intelectual, meio de ser útil.

Quando percebermos que o mundo dos negócios, a vida profissional está nos deixando quase loucos, é tempo de parar tudo e repensar.

Temos, como Espíritos encarnados, compromisso direto com a melhoria material do planeta, ao mesmo tempo que temos compromisso conosco de nos melhorarmos, de nos tornarmos pessoas de bem.

Assim, não podemos deixar que essas atividades simplesmente nos absorvam todas as energias, a ponto de nos fazer chegar em casa, ao final de cada dia, sem vontade sequer de conversar, de brincar com um filho pequeno, de sorrir.

Temos que dar a cada coisa seu devido valor. E o mundo dos negócios não pode ser mais importante do que a família, do que a saúde de nosso corpo e de nosso Espírito.

Se você percebe que a vida tem lhe carregado para esse caminho, pare, pense, reflita, reprograme tudo enquanto há tempo.

Confira 10 dicas para perder peso e parecer mais jovem

1) Evite carboidratos com índice glicêmico elevado, como pão, mel, suco de frutas, leite. Dê preferência ao desjejum à base de proteínas, como queijos, presunto magro, ovos mexidos, com frutas picadas em pedaços não muito pequenos, além de cereais integrais (como granola e quinoa),aveia integral, café preto ou chá naturais adoçados,preferencialmente, como frutose.
2) Tome muita água ao longo do dia, mesmo que não tenha sede
3) No almoço, prefira saladas de verduras e legumes bem coloridos, proteínas magras como aves, peixe, bife grelhado. Coma pouco feijão. De sobremesa, prefira frutas. "Nessa refeição, quanto mais a pessoa comer melhor, mais ela estará evitando a hipoglicemia reativa e a alcalose pós-refeição. Elas são responsáveis pelo sono depois do almoço", disse
4) Pratique atividade física regularmente
5) Administre bem o estresse. "Mantenha o autocontrole sempre", recomenda
6) Evite o cigarro
7) Tenha uma boa noite de sono para repor as energias gastas durante o dia
8) Não se permita grandes deslizes. Seja rígido com consigo mesmo "Enfiar o pé na jaca pode comprometer seriamente o emagrecimento", afirmou
9) Não pule refeições nem fique longos períodos sem se alimentar
10) Se a vontade de comer uma sobremesa for irresistível, opte por uma gelatina e/ou frutas

Resgate de um herói

A História do Brasil registra feitos de muitos heróis. Heróis de guerras, heróis que morreram em defesa da liberdade do nosso país.

Contudo, ainda hoje, existem outros tantos heróis desconhecidos que nos merecem todas as honrarias.

É possível que poucos ou nenhum de nós tenha ouvido falar a respeito de Luiz Martins de Souza Dantas. Seu nome, em verdade, não figura em nenhum livro-texto de História do Brasil.

Descendente de uma das mais ilustres famílias do Império, após seguir uma apreciável carreira política, por vários anos, dentro e fora do Brasil, foi nomeado Embaixador na França.

Apreciador das artes, da música, é descrito como uma alma nobre e generosa.

Anfitrião impecável dos brasileiros em Paris, era também um grande filantropo, disposto a ajudar todos os que passaram por sua vida.

Diplomata experiente, dotado de grande inteligência e perspicácia, Dantas circulava entre os mais altos e restritos círculos diplomáticos.

Cedo compreendeu a catástrofe, prestes a se abater sobre a Humanidade, com a ascensão do nazismo.

Dizia ser aquela uma época de trevas e de barbáries.

Quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, o Itamaraty já havia baixado uma série de leis e circulares, dificultando a entrada, no Brasil, de pessoas de raça semítica.

Souza Dantas, apesar dessas proibições, decidiu agir de acordo com sua consciência, conseguindo passaportes e assinando pessoalmente os vistos.

Entre as cerca de 800 pessoas, 425 delas de origem judaica, que entraram no Brasil, graças a Dantas, algumas viriam a ter destaque na vida brasileira, como o ator e diretor teatral Ziembinski.

Em novembro de 1940, o Embaixador Dantas foi advertido pelo Itamaraty, pelas suas concessões. Ele continuou a expedir vistos, com datas retroativas, de forma a serem anteriores à instrução.

Em 1942, Dantas enfrentou a Gestapo. Ele e os demais membros da representação brasileira, em Vichy, na França, foram confinados, em condições precárias, por catorze meses.

Por sua ousadia, mesmo concluída a guerra, foi relegado ao ostracismo diplomático, pelo governo brasileiro.

Somente depois de dezembro de 1945, ele seria nomeado para chefiar a delegação brasileira na ONU.

Morreu pobre e abandonado, em um humilde quarto de hotel, em Paris, em 1954.

No ano de 2003, seu nome foi inscrito no Museu do Holocausto, em Jerusalém, como Justo entre as nações, por seu empenho pessoal na emissão de centenas de vistos, durante os anos mais duros da repressão nazista na Europa.

O homem que pôs em risco sua carreira e sua vida, que desafiou nazistas na Europa e políticos no Brasil, recebeu a medalha póstuma, por seus méritos.

Ele merece brilhar na galeria universal dos heróis do século vinte.

Trabalhando Juntos

Cientistas que criam robôs deparam-se com um problema comum.
Eles têm que criar máquinas capazes de trabalhar junto com os
imprevisíveis seres humanos.

Durante um encontro na Universidade Carnagie Mellon,
pesquisadores do mundo inteiro falaram sobre as vitórias e derrotas
de seus andróides.

Quando “Minerva” debutou como guia no Instituto Smithsonian em
Washington, D.C., as crianças que visitavam o museu não lhe
respeitavam.

Ao invés de seguir as instruções de Minerva eles pulavam sobre a
máquina e tentavam ser carregados por ela.

Agora os cientistas deram a Minerva uma voz e uma boca e
sobrancelhas que se movem.
Agora ela pode franzir a testa quando alguém impede sua passagem
e sorrir quando alguém permite que ela passe para continuar
liderando o tour.

Um outro robô revolucionário está sendo desenvolvido para ajudar
cegos que não são fortes o suficiente para caminhas com bengalas
ou cães treinados.

Uma máquina diferente planejada para procurar minas provavelmente
não necessitará ter a mesma personalidade simpática de Minerva,
mas ainda assim terá que interagir com os humanos.

Não há como fugir da necessidade diária de conviver com outras
pessoas e as evidências mostram que nós falhamos muitas e muitas
vezes, seja com pessoas que estão ao nosso redor.

Este problema existe muito antes dos robôs serem inventados.
A Bíblia nos ensina a “suportar uns aos outros e também perdoar
uns aos outros, se algum de vocês tem alguma queixa contra alguém.

Que cada um perdoe o outro, do mesmo modo que o Senhor perdoou
vocês.
E, acima de tudo isso, tenham amor, pois o amor une perfeitamente
todas as coisas” (livro de Colossenses, capítulo 3 verso 4).

Paciência, perdão e amor são frequentemente as últimas coisas
que nós queremos oferecer a alguém que nos fez mal.

Mas estas qualidades são a chave para conseguirmos trabalhar
juntos.
Deus poderia nos ter programado como robôs, mas não o fez.

Ao contrário, nos deu o incrível privilégio de escolher nossas
atitudes e ações com relação aos outros.

Minerva sorri quando as pessoas colaboram.
Nós temos a opção de sermos bondosos e simpáticos mesmo
quando os outros não são.
Pense nisto!

desconheço autor

Momentos mágicos

A história é narrada por Ed Landry, recordando cenas dos seus catorze anos de idade.

Na época, seu pai trabalhava das oito da noite às quatro da manhã. E foi no período de férias do garoto que tudo aconteceu.

Ele se oferecera para preparar o café da manhã para o pai, depois do trabalho.

O pai acabava seu turno e, em plena madrugada, telefonava para casa. O garoto pulava da cama. As irmãs e a mãe se mexiam na cama e dormiam. Sabiam que não era para elas a ligação.

Quando ele atendia, ouvia a voz animada do pai dizendo que concluíra seu trabalho e, em vinte minutos, estaria em casa.

O café estará pronto. Respondia o menino.

O prato predileto do pai àquela hora da manhã era ovos com bacon.

A velha frigideira de ferro saía rápido do armário e ficava à espera. O garoto preparava o café, as torradas e ficava olhando a rua pela tela da varanda dos fundos.

Ele podia ver quatro quarteirões de distância.

O dia desejava raiar mas as estrelas ainda brilhavam. Quando o pai atingia o poste de iluminação, ele colocava o bacon na frigideira. Era o momento ideal. Quando o pai lançava seu sonoro Bom dia, entrando pela cozinha, o bacon estava no ponto.

Enquanto ele lavava o rosto e as mãos, os ovos eram preparados. O pai se sentava à mesa e dizia:

É formidável você preparar meu café da manhã. Eu me sinto realmente agradecido.

Não é trabalho nenhum. - Falava Ed. O difícil é só levantar. Depois tudo é fácil.

Enquanto comia, o pai contava como fora seu trabalho. Mecânico de locomotivas, ele tinha um carinho especial por cada uma delas.

Estranhamente para o filho, o pai, que deveria demonstrar cansaço após exaustivas horas de trabalho, contava suas histórias com entusiasmo.

Quando um bocejo denunciava que o sono chamava o menino de volta para os seus sonhos inacabados, o pai falava:

Eddy, está ficando tarde. Você deve voltar para a cama para não ficar cansado amanhã, quer dizer, hoje, logo mais. Eu vou ler o jornal e relaxar um pouco.

Agradecia o café e se olhavam profundamente nos olhos. Eddy recorda que aquelas madrugadas eram os momentos mágicos que eles passavam juntos, de uma forma muito especial.

Uma troca de carinho muito significativa entre um pai que deveria estar cansado e um filho adolescente com as pálpebras pesadas de sono.

A casa sobre a rocha

O chamado Sermão do Monte de Jesus é a maior declaração de amor que a Humanidade recebeu, ao longo das eras.

O conteúdo, a forma, a estrutura da Carta Magna do bem são perfeitos, irretocáveis.

O homem-paz, Mahatma Gandhi, foi capaz de dizer que se fossem perdidos todos os textos sacros da Humanidade, e só se salvasse o Sermão da Montanha, nada estaria perdido.

Sábia observação pois, realmente, está ali o mais seguro guia de conduta de que se tem notícia.

Não só pelas nove bem-aventuranças que cantam esperança, mostrando um futuro feliz para os corações sedentos de orientação e consolo mas, também, pela postura perante a lei antiga, mostrando que teve seu tempo, sua validade, no entanto, precisava de reforma, de melhoria. Precisava dar o próximo passo.

São muitas orientações, algumas brandas, outras enérgicas.

É no Sermão do Monte que Jesus fala que não se pode esconder uma cidade situada sobre o monte, conclamando-nos a fazer brilhar a luz interior que todos temos.

É ali que fala do amor aos inimigos, jamais pensado, jamais considerado antes por alguém. Uma proposta revolucionária e de beleza inigualável pelas nuances intrínsecas.

Foi do alto daquele monte que nos ensinou a orar, primeiro recomendando que a oração fosse realizada em nosso quarto interno.

Depois, orientando-nos a evitar o palavreado excessivo, tornando o ato de falar com Deus uma conversa amiga, desprovida de ritos ou pomposidades.

Por fim recita o Pai nosso...

Como esquecer aquela oração, aquele roteiro, aquele poema de luz!

Quantas almas, ao longo das eras, já se libertaram de seus sofrimentos atrozes, nas asas de um Pai nosso, feito de coração! Quantas almas...

Em seguida, fala dos tesouros do céu, mostrando que são os únicos que levamos daqui, os únicos verdadeiramente reais para nossa vida espiritual.

Olhai as aves do céu... Não semeiam, nem ceifam... E vosso Pai celestial as alimenta...

Que consolo aos de vida material sofrida, aos que padecem a falta do necessário saber que alguém os cuida com carinho...

Do alto da montanha ainda diz Jesus: Pedi e vos será dado. Buscai e encontrareis. Batei e será aberto para vós.

Fez-nos deuses das possibilidades, das realizações através de uma vontade pulsante no íntimo.

Termina o grande poema de forma majestosa e didática:

Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado ao homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha.

Caiu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos; precipitaram-se contra aquela casa, mas não desabou.